domingo, 9 de março de 2008

Onde ninguém sabe o meu nome

Deitada neste chão, sinto-me perdida. Sozinha já não sei porquê...olho-os [sinto-me tonta]. Não me lembro de nada...
Um olá não correspondido. O choro dela. [porquê?]. O refúgio dele. O olhar dela...
Foram embora.
Que fiz eu? sinto que ninguém me conheçe, eles não querem saber quem sou. Destruí tudo à minha volta. Porquê preocurar-me com o que eles pensam? Têm direito de me olhar assim? Eu não preciso de niguém...eu tenho dinheiro para mim! De que preciso mais?
Eu amo-o. Não o tenho por eles e agora, agora os olhares, as palavras duras!! [Ingratos!!]
Fiz tudo por eles, dei-lhes tudo. Tou farta que me digam o que fazer. Nem a morte me quer. Bebi o teu veneno e não morri. Dizem que devo ter vergonha? que devo deixá-lo com ela, que devo olhar para eles?
Faço de conta que te tenho nos meus braços, assola-me à memória o calor que sentia quando te tinha. Invento-te na minha vida. Mas aqueles não me deixam! odeio-os! Amor, volta para mim. Só preciso de ti...o amanhã, amor, trará sol à nossa vida. Só os dois, sem eles, sem elas, os dois.
Não vens...também não preciso de ti!! Sei agora que é o princípio do fim. Eu sou livre e, hoje, morro por ti, morro sem ti, morro sem eles [sei-o agora], perdi-os por ti e morro sem mim.
Vivi na esperança de ter alguém que olhasse para mim. Morro agora sozinha.
Sei-o agora, estendida neste chão, o mal que fiz. Não pertenço a este mundo. Sinto-me mais tonta. [Espero que desta vez o alcóol e os medicamentos funcionem.]
Este é o meu último adeus.
Lágrima salgada esta. Sinto-me alegre como há muito não sentia.
Vou...para onde ninguém sabe o meu nome.
Ao som de,
Antony And The Johnsons - Hope Theres Someone.

17 comentários:

bono_poetry disse...

o sentir o mundo a partir do chao...as vozes que ouves sao tao claras...defines o contorno do sentir...nao temi um dia em partir...voei e cresci...cordas que amarram os sentires ...ventos deserticos que teimam em queimar...contradicoes de quem nos diz amar...o refugio e arma secreta de quem quer amar e nao parar...escreves tao bem...assim vale a pena sonhar!!!dorme na almofada ....deixa por agora o chao...e frio e traicoeiro..deixa marcas e dores...nao e solucao final...e apenas mais um passeio na mente onde se esconde o que sente...

bono_poetry disse...

a almofada...e um espaco onde se descansa das guerras...onde o tempero da vida ganha asas para um novo dia...nao tem que ser objecto ou de formas definidas...e somente um local onde o guerreiro recupera forcas...e tu sabes onde esta esse local...em ti!!!

bono_poetry disse...

http://www.youtube.com/watch?v=Vb14UtW6sm8

para que te faca um pouco de companhia...

bruxinha disse...

Como que gostei destas tuas palavras, com as quais me cruzei sem fazer muito por isso mas que tão bem me soube...
Dás-me licença que volte:)?*

bono_poetry disse...

http://www.youtube.com/watch?v=YWKb7q4m6Sk

..um pouco mais nacional...
encontraste a almofada...beijo!

O Profeta disse...

Um dramatico texto escrito no sublime...


Doce beijo

bono_poetry disse...

e umas letras para ler...ha ai qq coisa?

bono_poetry disse...

hum...e nada ainda?

(Un)Hapiness disse...

bono_poetry,

menos pressão pleaseeee!! lool

(ms vou tentar, vou tentar):)

(Un)Hapiness disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
(Un)Hapiness disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
**Suspiro** disse...

Cada vez amas mais o que não podes amar, cada vez amas mais o que não amas, cada vez que te deixas de amar, sentes-te no vazio, no nada que és.

Mas é bom saber que temos algibeiras. Resmas de algibeiras nas calças dos nossos amigos.

Bem-hajas!

Å®t Øf £övë disse...

(Un)Hapiness,
Mesmo no amor não nos devemos entregar em demasia sem sentirmos ser retribuidos, porque não se pode alimentar um amor de um só sentido. Tem que ser sempre um sentimento reciproco, de partilha e cumplicidade mutua.
Bjo.

Ana disse...

Fazes-me lembrar um pouco a mim, há uns quantos anos atrás...

Excelente escolha como banda sonora!

No entanto, nada que te faça esquecer de cuidar de ti e da beleza que tens dentro de ti merece que continues a pensar nisso.


Beijo

bono_poetry disse...

sem a pressao nao existe vida...por isso mexe-te...ta a andar...vem dai e come uma fatia de bolo...e de ontem mas ainda esta bonzito...

Ignota disse...

Só queria que as coisas durassem, que as paredes que juntos construímos para a nossa casa se mantivessem, firmes, depois de todo o nosso esforço conjunto, que me deu as certezas todas para elevar um tecto e colocá-lo no topo, mais distantes do sol, sim, mas mais protegidos da chuva.
Porém, um dia, sem nenhum terramoto ou qualquer outra catástrofe, a casa começou a ruir... e tudo o que deu parece ter desmoronado, em pedaços, partido, pelo chão. E onde está aquilo que tu deste? Não está em pedaços no chão, também... Porquê?
Tiraste o que deste à nossa casa, a nós: foi por isso que caiu. E com ela o tecto, num dia de chuva... Mas o sol veio, uns dias depois do pequeno e rápido dilúvio - felizmente. E agora eu sei que dei demais, mas que a chuva acabou por me ajudar a curar...
Não preciso de ti para viver, mas quero continuar a ter-te do meu lado. Preciso de alguém? Não sei, sei que quero todos aqueles que estimo do meu lado.
Fiquem. Ficam?

Desculpa se pouco ou nada tem a ver com o teu post, mas dei-me a liberdade de me alongar... Talvez, um dia o venha cá recuperar, desenvolva e o publique no meu blogue, mas inspirado na minha vida e na tua escrita: que giro.

Cátia disse...

Excelente post... adorei todo o sentimento que tem nele... parabens, e boa sorte nessa demanda...