sexta-feira, 26 de março de 2010

Cala-te Coração!

Quando mando calar o coração e este não obedece...Quando lhe digo que não, que é parvo por gostar de ti, mas ele não me ouve...Quando luto contra aquilo que não posso vencer.
Esta é a conclusão a que chego. Tentei, juro que tentei, largar-te, deixar de te amar, tentei até odiar-te, mas tudo em vão. Tentei tanto que usei outra pessoa para o calar [o coração]. Usei e hoje tenho vergonha disso. Apaziguei a dor do coração com um beijo, um carinho, com uma palavra mágica que o fazia, momentaneamente, sorrir e bater devagar. Mas a noite é demasiado extensa...a noite, transportando consigo o sonho do meu coração, fazia-o acordar, todas as noites, sobressaltado, a bater desenfreadamente como quem deseja ardentemente sair deste corpo e correr para ti. Nesses momentos, olhava para aquele homem, que apenas confortava o pobre coração e beijava-o com carinho. E o tempo foi passando. E o coração foi morrendo aos poucos. E o amor por ti foi aumentando, sem que perceba como, e a paixão por aquele homem carinhoso foi morrendo e este foi-se apercebendo.
Hoje estou sozinha. O coração morreu de tanto lutar em vão. O homem do bom coração pediu-me para não mais lhe falar. E eu respeito a sua decisão. Porque o usei, porque nada mais quis do que confortar este coração que me comanda e, com isso, usei um homem bom.
Magoei-te homem do bom coração...magoei-te sem intenção, mas fi-lo. Esqueci-me do tanto que fizeste por mim. Esqueci-me das palavras proferidas pela tua boca. Esqueci-me do amor demonstrado. Esqueci-me daquele "amo-te" dito nos olhos. Esqueci-me porque nunca te amei. E por isso, peço-te desculpa.
Não te mereço.
Como eu gostava de amar alguém que um dia me disse "amo-te" em vez de amar quem me disse nunca o ter sentido...

domingo, 15 de novembro de 2009

Sorriso


O dia nasceu uma vez mais. Nasce sempre. Nasce para todos, mas a verdade é que nem sempre o vejo. No entanto, nunca desisti de o ver...E hoje vi-o! Senti os seus raios a baterem-me na cara, mesmo estando de chuva...senti os cabelos no ar, levantados pelo vento, desgrenhados, mas livres. Senti-o e respirei...respirei como quem não respira há anos e aí fui livre!

Saboreei aquele momento...senti-o doce! Este momento não podia nunca ser perdido...senti-o com toda a força, descobri que é possível e tudo foi perfeito.

E agora percebi que estou viva, percebi que o Sol me sorri e que lhe fecho tantas vezes a janela. Apeteceu-me abraçar este momento, mas a timidez recusou-me este desejo...

Oh, sabes que mais, todo este momento não passou de um sorriso, mas este sorriso foi ouro para mim! Afinal, nada mais sou do que humana como tu! O Mundo acolheu-nos como seus filhos e eu...oh, eu vou agora dizer-lhe que sim, "eu mereço" e tu, meu lindo sorriso, foste o mote!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pensamento do dia...

Disse-te um dia que não tinhas de acreditar, apenas que terias de acreditar que eu acredito no nosso amor...


Ainda agora penso nas tuas mãos e sinto o seu toque em mim...


E por isso, odeio ver-te, odeio quando fingimos não nos conhecermos, odeio ver-te feliz, Odeio o facto de não te odiar!

E tudo...porque te amo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Am i ok or ko?

Hoje vi-me mergulhar numa água escura, quente. Hoje vi-me mergulhar ao mesmo tempo que me atiram pedras brancas, tão brancas que me fazem nadar até elas, mas, no final, também elas se diluem comigo, em mim. Estou a derreter ao mesmo tempo que ouço risos e risos. Tento gritar mas sinto que não tenho boca...também ela derreteu. O mundo torna-se obscuro, difícil de perceber...O mundo gira, gira, de uma forma que me deixa tonta. Derreto por fim...
- "Então, acorda! Estás a ouvir alguma coisa do que te digo?! Estás há meia hora a mexer o café!"
- "..."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Porque gostei demais de ler =)


Sempre me pareceu que tudo que existe à minha volta tem vários níveis de entendimento. Há momentos grandes disfarçados de pequenos, gente pequena mascarada de grande. Confunde-se timidez com antipatia, rotina por vulgaridade, o afecto por interesse, a alegria como uma tolice. É um mundo misterioso este, a maior parte do tempo corre-se atrás de coisas sem importância e procura-se preencher o vazio que há em todos nós com as mais variadas inutilidades, passamos ao lado dos pormenores mais insignificantes, os vidros embaciados, as mãos enrugadas pela água quente, o murmúrio nocturno das grandes cidades. Ligamos a televisão e viramos canais à procura de qualquer coisa. No entanto aquilo que nos acalma e eleva está mesmo aqui à nossa volta invisível e inclassificável habita por baixo da camada de ruído permanente que nos envolve. E atrás desse som há uma luz, atrás desse muro há uma festa.


(David Fonseca)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

(N)O teu olhar...


Há momentos de dor que se dizem para sempre. Há momentos de dor que amanhã já não me recordarei. Há momentos que preciso olhar (n)os teus olhos para acreditar no futuro. Há momentos em que sei que não há futuro em mim ou para mim...Porque sei-o em mim.

Mas quero-te para acreditar. Promete-me que terei momentos futuros em mim. Promete-me que a vida não é isto e que mesmo que o teu futuro não seja o meu, mesmo que o meu futuro não seja o teu, eu terei momentos...Quero viver, quero viver sem ti, mas quero olhar-te (n)os olhos para sentir. Porque sabes, às vezes não sei o que é sentir.

Estou à margem desta sociedade que me alimenta, à margem dos risos e dos choros dos que me rodeiam, estou à margem de ti e daqueles que amas, à margem dos encontros pedonais da cidade. Estou vazia de sentimentos, por isso dá-me o teu olhar...Dá-me o teu olhar, olhar que me permite fechar os olhos e descansar...Ajuda-me a descansar uns segundos e depois podes ir...Não te prendo a mim. Não és meu. És apenas o meu porto-seguro, o meu porto-de-abrigo. Por isso, deixa-me usar-te amor...Usar-te para dormir e voltar a viver. Viver a sentir.

Porque agora, sabes, vivo sem sentir, vivo na ilusão de uma vida, na ilusão de um sonho que me permita ter momentos.


Meu amor perfeito, só sinto o teu olhar. Permites-me?

terça-feira, 16 de junho de 2009

oh, como sou noite sem ti


Às vezes aqui é noite. Às vezes o sol da minha vida escurece-me o olhar. Às vezes esse sol franze as sobrancelhas e vira-me costas e aí, às vezes é noite. O céu transforma-se unicamente para mim, ganha vida, autonomia e afinal, fico só. Às vezes é Noite.


Nessas noites, que afinal são dias disfarçados de dor, tu não vens e eu não te procuro. Nessas noites, não sei sorrir e não me permito sonhar. Nessas noites, os sonhos cor-de-rosa que tenho contigo, os sonhos que me fazem sentir açicar nos olhos e estrelinhas na barriga, nada mais são do que parvoíces do velho coração. Mas não rio desses sonhos. Choro de tristeza por os ter, choro por ainda sonhar. Porque, no final, às vezes é noite. Passo então os dias a preparar-me para a vida e agora vejo que é de Noite.


Hoje é de Noite. Hoje a razão ocupa-se contigo, com o teu dia e com o modo como o passarás. Hoje escrevi-te uma carta porque é o teu dia de aniversário, mas tu nada disseste. Hoje sinto-me parva e só e, por isso, é noite em mim.


Podia dizer que não quero mais choros nem tristezas, que quero o sol a entrar-me pela janela, mas quando o meu sol és tu, e quando tu não me sorris, basta-me uma única opção, aceitar a noite em mim.


Amo-te porque sempre te amei, quero-te porque sempre te quis, não te tenho porque nunca te tive...talvez porque o sol e a noite nunca se vêem, também tu nunca serás meu...


If I could see past the clouds above...If I could show you wonderful things...If I walked for you a million miles...If I laid down my life for you...If I took you close in my arms...If I committed my life to share...WOULD YOU FEEL MY LOVE?

domingo, 3 de maio de 2009

Choro de alegria


Acordei sem pensar em ti. Confesso que nem sonhei contigo...Confesso que tinha mais em que pensar. Ontem a noite encheu-se de dor. Não a minha. A dela. De uma dor tal que me fez não pensar em ti...pensei nela. Ela "precisava-me". Tu não. Aliás, tu não precisas de mim...Tu precisas de sexo e, meu amor, não te posso mais dar.


O dia nasceu. E, de repente, falaste comigo. Falaste de uma forma dura, áspera, renegando o meu ser perante ti. Querias falar comgio, quase acusando-me disto ou daquilo. Não te quis ouvir. [ela dói-me não entendes...]


Voltaste a tentar. O teu desdém fez-me chorar. Retomei a casa, ao meu abrigo. Sabia que iria estar comigo e comigo. Poderia chorar de dor, gritar, sonhar com o teu amor...e vim! Percorri a multidão de olhos vendados. Não vi quem por mim passou...Não os vi, não os quis ver. Um indivíduo aproximou-se de mim, pediu-me uma indicação mas sabes, nem sei qual...acenei com a cabeça negativamente...mostrei-lhe que aquele corpo era uma máquina e eu, eu o seu ser, não estaria ali presente...mostrei-lhe e o indivíduo como apareceu, do nada, desapareceu...Não quis saber.


As lágrimas percorriam a minha face numa dor imensa que me cortou o ar. [O caminho é deveras longo...] Ligaste-me sem parar e, sabes amor, senti a respiração dela ao teu lado...disseste-me que ela queria falar comigo. Como foste capaz?? Gritei de dor. O coração parou e, quando dei por mim estava estendida no chão...ninguém me acudiu, talvez porque o meu corpo continuou a andar, despreocupado do ser que havia deixado ali no chão, estendido, calcado por todos e por todas...


Mas ganhei forças. Ganhei e cheguei à meta. Corri para alcançar o corpo que me havia abandonado e...quando cheguei, esperavas-me, com ela, à porta de casa. Fiquei imóvel. Disse não te querer ver, disse não ter de falar com ela...Mas insististe. Invadiste o meu espaço, permitiste que me humilhasse perante ela.


No entanto perdeste amor...aliás, já não és mais meu amor...mas esqueci teu nome. Falaste-me como quem me odeia perante ela. Ela não. Ela foi gentil e sim, conseguimos falar...[Perdeste] Pus-te fora de casa. A ela não. Ela ficou. Ficámos. Falamos. Tu não. Depois vieste pedir-me desculpa...imediatamente a seguir como se eu já tivésse esquecido o teu desdém...mas sabes, eu mudei. Eu não te quero mais.


Tu, sem nome, não nos tens mais. Tu estás só...Não me peças mais ajuda porque sabes, estou a aprender a amar-me.


Tu homem, não és humano.

sexta-feira, 10 de abril de 2009