terça-feira, 16 de junho de 2009

oh, como sou noite sem ti


Às vezes aqui é noite. Às vezes o sol da minha vida escurece-me o olhar. Às vezes esse sol franze as sobrancelhas e vira-me costas e aí, às vezes é noite. O céu transforma-se unicamente para mim, ganha vida, autonomia e afinal, fico só. Às vezes é Noite.


Nessas noites, que afinal são dias disfarçados de dor, tu não vens e eu não te procuro. Nessas noites, não sei sorrir e não me permito sonhar. Nessas noites, os sonhos cor-de-rosa que tenho contigo, os sonhos que me fazem sentir açicar nos olhos e estrelinhas na barriga, nada mais são do que parvoíces do velho coração. Mas não rio desses sonhos. Choro de tristeza por os ter, choro por ainda sonhar. Porque, no final, às vezes é noite. Passo então os dias a preparar-me para a vida e agora vejo que é de Noite.


Hoje é de Noite. Hoje a razão ocupa-se contigo, com o teu dia e com o modo como o passarás. Hoje escrevi-te uma carta porque é o teu dia de aniversário, mas tu nada disseste. Hoje sinto-me parva e só e, por isso, é noite em mim.


Podia dizer que não quero mais choros nem tristezas, que quero o sol a entrar-me pela janela, mas quando o meu sol és tu, e quando tu não me sorris, basta-me uma única opção, aceitar a noite em mim.


Amo-te porque sempre te amei, quero-te porque sempre te quis, não te tenho porque nunca te tive...talvez porque o sol e a noite nunca se vêem, também tu nunca serás meu...


If I could see past the clouds above...If I could show you wonderful things...If I walked for you a million miles...If I laid down my life for you...If I took you close in my arms...If I committed my life to share...WOULD YOU FEEL MY LOVE?

domingo, 3 de maio de 2009

Choro de alegria


Acordei sem pensar em ti. Confesso que nem sonhei contigo...Confesso que tinha mais em que pensar. Ontem a noite encheu-se de dor. Não a minha. A dela. De uma dor tal que me fez não pensar em ti...pensei nela. Ela "precisava-me". Tu não. Aliás, tu não precisas de mim...Tu precisas de sexo e, meu amor, não te posso mais dar.


O dia nasceu. E, de repente, falaste comigo. Falaste de uma forma dura, áspera, renegando o meu ser perante ti. Querias falar comgio, quase acusando-me disto ou daquilo. Não te quis ouvir. [ela dói-me não entendes...]


Voltaste a tentar. O teu desdém fez-me chorar. Retomei a casa, ao meu abrigo. Sabia que iria estar comigo e comigo. Poderia chorar de dor, gritar, sonhar com o teu amor...e vim! Percorri a multidão de olhos vendados. Não vi quem por mim passou...Não os vi, não os quis ver. Um indivíduo aproximou-se de mim, pediu-me uma indicação mas sabes, nem sei qual...acenei com a cabeça negativamente...mostrei-lhe que aquele corpo era uma máquina e eu, eu o seu ser, não estaria ali presente...mostrei-lhe e o indivíduo como apareceu, do nada, desapareceu...Não quis saber.


As lágrimas percorriam a minha face numa dor imensa que me cortou o ar. [O caminho é deveras longo...] Ligaste-me sem parar e, sabes amor, senti a respiração dela ao teu lado...disseste-me que ela queria falar comigo. Como foste capaz?? Gritei de dor. O coração parou e, quando dei por mim estava estendida no chão...ninguém me acudiu, talvez porque o meu corpo continuou a andar, despreocupado do ser que havia deixado ali no chão, estendido, calcado por todos e por todas...


Mas ganhei forças. Ganhei e cheguei à meta. Corri para alcançar o corpo que me havia abandonado e...quando cheguei, esperavas-me, com ela, à porta de casa. Fiquei imóvel. Disse não te querer ver, disse não ter de falar com ela...Mas insististe. Invadiste o meu espaço, permitiste que me humilhasse perante ela.


No entanto perdeste amor...aliás, já não és mais meu amor...mas esqueci teu nome. Falaste-me como quem me odeia perante ela. Ela não. Ela foi gentil e sim, conseguimos falar...[Perdeste] Pus-te fora de casa. A ela não. Ela ficou. Ficámos. Falamos. Tu não. Depois vieste pedir-me desculpa...imediatamente a seguir como se eu já tivésse esquecido o teu desdém...mas sabes, eu mudei. Eu não te quero mais.


Tu, sem nome, não nos tens mais. Tu estás só...Não me peças mais ajuda porque sabes, estou a aprender a amar-me.


Tu homem, não és humano.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

"and from your lips she drew the hallelujah..."


Um dia tudo se vai resolver. Nesse dia voltarei a saber quem sou. Até lá fujo...fujo de vós, viro-vos as costas mostrando um sorriso nos lábios. Não vos quero preocupar. Já não sei escrever, já não sei dizer o que sinto. Não me conheço. Digo que te amo. Mas será que me amo?


Tu vives em mim. Isso eu sei. Vives porque me pões louca. Porque me fazes doer o estômago. Tenho escrito, vezes sem conta, para ti, mas tu não sabes. Um dia mostrar-te-ei, talvez...um dia verás tudo o que eu escrevo para ti, para nós, por nós.


Amor, não vivo mais neste corpo. Ele comanda-me, de tal forma que deixei que me beijassem. Mas não sei como foi porque chorei por dentro. Chorei quando abri os olhos e não te vi. Desde então tenho fugido mais, mais, mais. Sinto nojo de mim. Traí o meu amor por ti.

Já não me conheço...


Tenho saudades de ti e de mim quando te tinha. Saudades dos nossos beijos, de fazer amor contigo, de dizer "amo-te" e sorrirmos um para o outro durante muito tempo. Isto amor, porque ficar contigo era ver as horas a passar. Não precisavamos trocar palavras ternas. O momento já o era. Meu amor, não preciso rir para ser feliz, basta ter-te. Mas ter-te leva-me a sorrir sempre.


No final da noite era tão bom fechar os olhos e saber...que te tinha...


És o meu amor perfeito. Amo as tuas imperfeições. Mas, hoje, ficam apenas as imagens. Aquelas que falam por si quando as palavras teimam em se calar. Hoje, ficam as memórias. Daquilo que foi e que vivemos.


Well maybe there's a god above

but all I've ever learned from love

was how to shoot somebody who outdrew you

And it's not a cry that you hear at night

it's not somebody who's seen the light

it's a cold and it's a broken hallelujah


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Grito de Dor



Cheguei a casa. Cansada da vida. Cheguei a casa, olhei o espelho e, num acto repentino, quebrei-o. Vi-me pela primeira vez na vida. Vi que sou feita de nada, que sou feita de mil pedaços, possíveis de conhecer, impossíveis de consertar. Vi-me como nunca deixei que me vissem.

Sorri para mim. Disse-me Olá. Respondi. Estabeleci ali um diálogo, saudável diria…um diálogo fácil, de alguém para alguém que me conhece [será?]. Fiquei ali horas. O gato apareceu e cortou-se num pedaço…de mim…as gotas de sangue, vermelho, vivo, mancharam rapidamente o manto branco que o cobre…Soltou uns gemidos [de dor?]. Não lhe liguei.

Peguei eu num pedaço de mim e sorri-me. Sorri-me, da mesma forma que o meu Eu também sorriu. Não tenho pêlo branco, não fico linda como tu ficaste, mas cobri-me dos meus pedaços. Cobri-me e aí sim…fui linda…fui um vermelho vivo, apaixonante, como nunca havia sido. [Queria que me tivesses visto assim…]

Já não estás aqui para me ver. Já não é possível. Mas agora eu sou quem tu sempre quiseste. Grito. Grito. Grito. De dor? De prazer?

Prazer. Prazer. Prazer da dor que sinto. Dor imensa que tornou o quarto num vermelho imenso. O meu corpo confunde-se. Apenas vejo alguns pontos de mim.

O último sorriso.
Vou sozinha.Mas, vou apaixonante.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Já não sei falar.

Já não sei falar...é a única conclusão a que consigo chegar. Mataste-me a fala. Mataste-me o coração. Mataste o amor que sentia por mim. Sim, por mim. Hoje já não me amo, não me amo porque te amo demais...
Hoje apenas digo que nada consigo dizer, a não ser:
"Prometo-te que se houver outra vida e que, se ambos nascermos na mesma época, eu não sou de ninguém enquanto não for tua!Prometo-te. Porque nesta vida já perdi as forças de lutar por ti amor...perdi. Mas prometo que serás meu e eu tua."

sábado, 3 de janeiro de 2009

Quando os seus olhos falavam


No quarto, numa cama qualquer que não a dele...


Este homem não tem nome [no name boy]. Por outro lado, a mulher da história tem-no. De seu nome, Winter...Como milhentas histórias, também a deles [história] não era bela, não era um conto de fadas. Era o seu homem que trabalhava fora, bebia e fumava. Ela não se lembrava do sabor de um beijo molhado, um beijo de língua...Ela imaginava apenas. Não conhecia a boca do seu No Name Boy...De vez em quando ele chegava-se a ela...nesse instante, ela sorria e pensava no bom que seria fazer amor. Mas não, No Name Boy apenas fodia sem razão aparente. Abria-lhe as pernas sem pensar se a estaria a magoar. Satisfazia o seu lado animal e dormia. Winter ficava acordada. Deixava ali deitado o corpo, não o dela, numa cama que não a sua. Com o olhar distante, preso não sei onde, respirava ofegante, numa tentativa de fugir da sua prisão.


Winter queria ver sol, mas não sabia o que era...Ouvira um dia falar do Sol na aldeia...poucas vezes saía de casa, mas numa dessas vezes, as mulheres que se conheciam todas e que falavam todas umas das outras [coisa estranha para Winter] haviam alado do Sol...Mas o que seria isso?..Winter acordava a pensar no sol...Sonhava com ele enquanto o marido lhe abria as pernas, sonhava enquanto lavava as cuecas do marido, enquanto sentia o cheiro a perfume de mulher na roupa de No Name Boy...


Que deveria ela fazer? O facto de No Name Boy ter outras mulheres não a inquietáva...era o Sol que a atraía...quem seria? seria gente como ela? seria deus? falavam de ser radioso...


Winter sentia-se cansada mas começou a ir cada vez mais à aldeia...começou, a medo, a falar com as mulheres...falou mas teve vergonha de perguntar pelo sol.


Um dia, um homem, ao qual não perguntou o nome, abeirou-se dela...Winter não sentiu desejo por aquele homem alto, de olhar robusto e sedutor, vestido como se de alguém importante se tratasse...Winter não lhe perguntou pelo sol, mas os olhos da pobre mulher falavam...Falavam e ele, o homem, soube-o naquele instante.


Prometeu-lhe o SOL...


Winter seguiu-o sem pensar e viu...o homem beijou-a e ela deixou. O homem rasgou-lhe a roupa e sem que esta notasse, proferiu gritos de prazer...Winter, essa, não o sentiu. Apenas sorrir, deitada na areia a olhar...o sol. Desinteressada pelo homem, o sol ergueu-se no céu. E parou. Parou nos seus olhos. Winter sorriu enquanto as lágrimas lhe caíam pela cara abaixo. Mal conseguia ver, mas não iria fechar os olhos. O sol pareceu-lhe sorrir também e, de repente, uma sombra cobriu-o sem razão. Winter estava sozinha, nua, e não conseguia ver.


Havia visto o sol.

Viu-o uma vez na vida...

Voltou para casa.

No Name Boy bateu-lhe.

Winter sorria.


Porque a vida é feita de sonhos, Winter tinha o dela e...concretizou-o. A sua vida voltou ao que era, não virá mais o sol, aprendeu a viver na completa escuridão mas agora com um sorriso nos lábios.


Afinal, os seus olhos falavam...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009


Acordei no sonho. Sim, no sonho...deixei este mundo [demasiado real] e fugi, refugiei-me no sonho, bom, feliz, perfeito..[demasiado perfeito?não...] e estou cá, trouxe-vos comigo, vós que amo tanto, vós que encheis o meu coração quando este se parte...


O sonho não tem ano, não tem tempo, estamos nós apenas, sem traições, sem mentiras, sem perdas, sem esconde-esconde...

Aqui, no meu sonho, amo apenas.

Este é o meu 2009...


[deixam-me??]

sábado, 13 de dezembro de 2008

[Porque] Hoje é Natal


Hoje puseste um fim no que somos. Não, não sei dizer o que isso é…amor? Não, não me amas…paixão? I hope so…Hoje mentiste-me e falaste-me do que já não somos. Trataste-me como uma qualquer, como se de uma conquista se tratasse…Hoje eu tenho medo de deixar de me amar. Hoje eu tenho medo de te amar mais do que a mim. Hoje tenho medo de esquecer aquilo que me dói em prol…de ti!

Hoje sinto-me menos do que antes. Menos pessoa. Porque hoje sinto mais. Mais emoções.

Hoje quero gritar com o mundo. Quero dizer-lhe que é Natal…que é altura de Amor, mas que Eu sofro por amor…Hoje quero bater-lhe com todas as forças que tenho, quero dizer-lhe que não, que não desisto de ti, do teu amor, de mim…

Hoje choro e não posso deitar uma lágrima. Não posso porque isso seria sinal de fracasso, e eu não sou fraca! NÃO POSSO SER. Mas a alma está a gritar amor, grita por ti como se de uma morte se tratasse. Estará ela a morrer? Eu não lhe chego. Ela manda neste pobre corpo. Manda e comanda. Não me deixa comer ou beber, não me deixa viver. Eu estou só. Quero esquecer esta noite, mais uma…Mas nunca as esqueço…[demasiado fraca]…

Hoje pensei neste ano...não estejamos nós quase no final do ano…Pensei e soube-o sem pensar. Soube que só tive uma coisa boa: Tu. Entraste de rompante, sem pensar, sem agir…deixei que invadisses corpo e alma sem ripostar. Invadiste e soube que eras tu quem há muito procurava…procurava sem saber que eras tu nesse corpo, procurava sem esperança de viver um amor. Hoje soube-o, como soube-o ontem sem pensar. Hoje vi que não há mais alegrias…Hoje soube que perdi uma amiga sem que esta me tivesse explicado o porquê [como dói…], Hoje soube que a minha mãe morreu num corpo que anda por aí, mas não, não é ela…não pode ser. [volta!]

Hoje soube que a vida muda, mas também soube que não posso pensar no Amanhã.
Hoje quero-te mesmo que não o desejes.
Hoje já desisti de pessoas, mas não de ti.
Hoje sinto-me só mesmo estando rodeada por tanta gente. (lonely é a palavra)
Hoje só sinto segurança nos teus braços mesmo que estes desejem o calor de outro alguém.
Hoje o teu beijo é o meu porto de abrigo mesmo que as palavras doam e me cortem o coração.
Hoje sou tua.

…Porque Amanhã este corpo pode já não ser meu…

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Queria que me lesses...

Queria que me soubesses ler. Queria que me entendesses pelo sonho que transporta cada letrinha que te dedico...mas falta-me coragem. Não sei se quero que conheças o infinito que é o meu ser.
Hoje pedi-te um beijo. Não o tive...
Ontem queria um abraço. Não mo deste...
Tenho medo do que quererei Amanhã...tenho medo de não te ter aqui, comigo...
Não sei onde estás.
Porcurei-te durante tanto tempo amor, tanto que não sei quanto. Porcurei-te sem saber que eras Tu quem procurava. Encontrei-te e não te reconheci...Perdoa-me a amnésia. Fui-te conhecendo, fui vendo que sim, eras tu quem eu procurava. Fui-te amando sem saber se o que sinto é AMOR...Fui chamando-lhe amor, é bonita a palavra...[Não achas amor que a palavra comporta em si significados lindos?]
Hoje escrevi-te uma carta de amor. Não é linda, não é poética, é apenas uma carta...uma carta feita em papel amachucado, escrita em momentos parados, escrita enquanto resolvia a minha vida. É feia demais para te dar...digo-te apenas o que nela continha:
"Procurei-te e encontrei-te. Senti o teu beijo de uma forma tão intensa como nunca havia sentido. Reconheci no modo como fazemos amor, uma parte do meu ser. E, por isso, ADORO-TE tanto...tenho medo do futuro, tenho medo que sejas demais para mim. Mas fazes-me rir e sorrir amor...Consigo ver no teu olhar expressões de amor, de segurança e ternura. Quero amar-te sem medo, mas não consigo. Quero que sejas meu como sou tua!"
Hoje ganhei coragem...sim, estava decidida a entregar-te o meu ser...Mas hoje não te vi, hoje foste um sonho, hoje perdi a coragem.
Hoje não me lês.